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Por que o Ano Novo começa em 1º de janeiro e como os cristãos marcam o tempo
Das reformas romanas até hoje
Em 46 a.C., Júlio César introduziu o calendário juliano e fixou 1º de janeiro como início do ano civil, em honra a Jano, deus romano dos começos. A data sobreviveu a impérios porque ajudava a organizar a administração e a agricultura.
Na Europa medieval, às vezes o Ano Novo era celebrado em 25 de março (Anunciação) ou na Páscoa, ligando o tempo à história da salvação. Mesmo assim, os governos civis mantiveram gradualmente 1º de janeiro por clareza legal. Em 1582, o papa Gregório XIII ajustou o calendário para corrigir o desvio; os países católicos o adotaram logo, e o mundo o conhece como calendário gregoriano.
1º de janeiro e Jesus
Oito dias depois do Natal, a Igreja lembrava a circuncisão e o nome de Jesus; hoje celebra-se a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. O calendário litúrgico recorda que cada ano, não importando o início civil, gira em torno do nascimento, morte e ressurreição de Cristo.
Os primeiros autores cristãos usaram a virada do ano para chamar à conversão: novos começos são possíveis porque o Verbo se fez carne. O marco verdadeiro não são os fogos, mas lembrar que o tempo é dom sustentado por Deus.
Começar o ano com sentido
Seja brindando à meia-noite ou indo a uma missa de vigília, os cristãos podem abrir janeiro com gratidão e propósito: um breve exame do ano passado, uma oração pelos que sofrem ou uma resolução de viver o Evangelho nas pequenas escolhas diárias. O calendário começa em 1º de janeiro por causa da história romana; os crentes recomeçam porque Cristo faz novas todas as coisas.