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Religiões Criadas nos Últimos Anos: Uma Visão Breve
O Que Conta como “Recentemente”?
Quando se fala em “religiões criadas nos últimos anos”, geralmente se referem a movimentos religiosos que surgiram nos séculos XIX e XX (e em alguns casos no início do XXI), muitas vezes com um fundador conhecido, um corpo de ensinamentos próprio e uma comunidade organizada. Às vezes são chamados de “novos movimentos religiosos” (NMR) ou “religiões alternativas”. Alguns surgiram do cristianismo ou de outras tradições; outros reivindicam uma revelação totalmente nova. Esta curiosidade oferece uma visão breve e factual de vários exemplos conhecidos—não para julgar suas reivindicações de verdade, mas para ajudar a reconhecer nomes e dados básicos.
Fundamentos do Século XIX
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mormonismo) foi fundada nos Estados Unidos em 1830 por Joseph Smith, que ensinou ter recebido uma nova escritura (o Livro de Mórmon) e restaurado a Igreja verdadeira. O movimento se espalhou pela obra missionária e pelo assentamento no Oeste americano. Hoje tem milhões de membros no mundo e costuma ser classificado como uma forma de cristianismo, embora suas escrituras adicionais e doutrinas distintas o diferenciem do catolicismo e do protestantismo majoritários.
O adventismo do sétimo dia surgiu nos EUA nas décadas de 1840–1860 a partir do movimento millerita (que esperava o retorno de Cristo em 1844). Ellen G. White tornou-se profetisa e escritora principal. Os adventistas guardam o sábado, enfatizam saúde e alimentação e esperam a segunda vinda de Jesus. São cristãos trinitários com escatologia e estilo de vida próprios.
A fé bahá'í começou em 1863 na Pérsia (Irã) quando Bahá'u'lláh declarou sua missão. Os bahá'ís creem na unidade de Deus, na unidade das religiões (vistas como revelações progressivas) e na unidade da humanidade. Não têm clero; o culto e a vida comunitária são organizados localmente. A fé se espalhou globalmente e hoje tem adeptos na maioria dos países.
A Ciência Cristã foi fundada por Mary Baker Eddy nos EUA em 1879. Ela ensinou que doença e pecado são em última análise ilusões que podem ser superadas pelo entendimento correto de Deus e da mente. A Igreja de Cristo, Cientista, tem congregações em muitos países e publica o jornal The Christian Science Monitor.
As Testemunhas de Jeová remontam suas origens aos anos 1870 nos EUA, com Charles Taze Russell e depois a Watch Tower Society. São conhecidas pelo evangelismo de porta em porta, pela recusa do serviço militar e em muitos casos de transfusões de sangue, e pela crença de que apenas 144.000 reinarão no céu enquanto o resto dos fiéis viverá numa terra restaurada. Usam sua própria tradução da Bíblia e não celebram muitas festas tradicionais.
Movimentos do Século XX
A Scientologia foi desenvolvida por L. Ron Hubbard nos anos 1950 (com raízes anteriores no livro Dianética, 1950). Ensina que os seres humanos são entidades espirituais (thetans) que podem alcançar clareza e liberdade por “audição” e treinamento. Foi reconhecida como religião em alguns países e é controversa em outros; tem presença significativa nos EUA e em outros lugares.
A Igreja da Unificação (muitas vezes chamada de “moonies” por causa do fundador Sun Myung Moon) foi estabelecida em 1954 na Coreia do Sul. Moon ensinou que estava chamado a completar a obra de restaurar uma humanidade sem pecado; o movimento é conhecido pelos casamentos em massa e pelo proselitismo. Enfrentou críticas e questões legais em vários países.
Outros exemplos do século XX incluem a Wicca (bruxaria pagã moderna, muitas vezes datada de Gerald Gardner nos anos 1940–1950 na Grã-Bretanha), o rastafarianismo (surgido na Jamaica nos anos 1930, honrando Haile Selassie e enfatizando identidade africana e temas bíblicos), e várias espiritualidades New Age e ecléticas que misturam ideias orientais e ocidentais.
Século XXI e Atualidade
Religiões estritamente “novas” com fundação clara no século XXI são menos discutidas nos mesmos termos, em parte porque tiveram menos tempo para crescer e ser estudadas. Alguns movimentos que ganharam visibilidade ou estrutura nas últimas décadas (p. ex. certas megaigrejas, comunidades espirituais online ou descentralizadas) nem sempre são classificados como “religiões” separadas, mas como denominações ou redes. A linha entre “nova religião”, “seita” e “denominação” é frequentemente debatida por estudiosos e pelos próprios grupos.
Por Que Isso Importa para o Leitor
Saber quando e como esses movimentos começaram ajuda a situá-los na história e a entender sua relação com tradições mais antigas (p. ex. cristianismo, islamismo ou crenças indígenas). Também lembra que a diversidade religiosa não é apenas antiga: novas comunidades e ensinamentos continuam a aparecer, e a questão do que conta como “religião” ou tradição “cristã” é às vezes uma questão de definição e de diálogo.
Fontes e Leitura Adicional
Verbetes da Encyclopaedia Britannica sobre cada movimento; Pew Research Center e outros estudos demográficos; introduções acadêmicas aos novos movimentos religiosos (J. Gordon Melton, Eileen Barker). Datas e fundadores estão amplamente documentados; resumos doutrinários devem ser conferidos nas fontes oficiais de cada grupo.