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O dízimo é obrigatório? Veja o que Jesus realmente disse
Muitos cristãos se perguntam se a lei do dízimo do Antigo Testamento ainda se aplica hoje. Vamos analisar os ensinamentos de Jesus.
Para além da exigência legal
Na igreja moderna, o tema do dízimo gera frequentemente debates intensos. É um mandamento estrito ou um ato voluntário de adoração? Para entender isto, devemos observar como Jesus se dirigiu aos líderes religiosos da sua época, que eram meticulosos com os seus dízimos, mas negligenciavam os pontos mais importantes da lei.
Em Mateus 23:23, Jesus repreendeu os fariseus por dizimarem até as suas especiarias, enquanto ignoravam a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Ele não aboliu o conceito de dar, mas mudou o foco do ritual legalista para a condição do coração.
O que diz o Novo Testamento?
O Novo Testamento não apresenta o dízimo como um imposto ou uma dívida obrigatória para os crentes sob a Nova Aliança. Em vez disso, enfatiza um princípio diferente:
- Generosidade: Dar deve ser feito voluntariamente, não por obrigação (2 Coríntios 9:7).
- Mordomia: Tudo o que temos pertence a Deus; somos administradores dos Seus recursos.
- Sacrifício: A verdadeira adoração envolve entregarmo-nos inteiramente a Ele.
Jesus ensina que as nossas ofertas financeiras são um reflexo de onde o nosso coração está ancorado. Enquanto o Antigo Testamento estabelecia uma base, o Novo Testamento chama-nos a uma vida de rendição total. Quando damos, não deve ser para satisfazer um requisito legal, mas como um transbordo de gratidão pela graça que recebemos. Em última análise, o padrão do Novo Testamento para dar é modelado na generosidade radical do próprio Cristo, que deu tudo para que pudéssemos ter vida.


